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O CRIATÓRIO

 

HISTÓRIA DO CRIATÓRIO E HISTÓRIA DO CURIÓ DRAGÃO, UM DOS MAIORES RAÇADADORES DE TODOS OS TEMPOS CONTADA POR QUEM O CRIOU

CAROS AMIGOS ESSA É A HISTÓRIA VERDADEIRA DE COMO SURGIU O CURIÓ DRAGÃO:

O CURIÓ DRAGÃO, EM SUA ÉPOCA, FOI CONSIDERADO, UNANIMENTE, PELOS APAIXONADOS E QUE LIDAM COM A CRIAÇÃO E O ENCARTAMENTO DE CURIÓS PRAIA CLÁSSICO EM NOSSO PAÍS, UM DOS MELHORES DO BRASIL. DEIXOU MUITOS DESCENDENTES PELO PAÍS DE RARA QUALIDADE. ALTOS REPETIDORES DE ENCARTAMENTO INVEJÁVEL, COLOCAÇÃO PRECISA E DECLARADA DAS NOTAS, ANDAMENTO IMPECÁVEL, VOZ E MELODIA INIGUALÁVEIS. CITAREI APENAS O SEU FILHO O CURIÓ BIG BEM, QUE VEM ENRIQUECENDO RACIALMENTE, ATÉ HOJE, OS GRANDES CURIÓS DA ATUALIDADE. SEMPRE SERÁ O QUE CHAMAMOS DE “SONHO DE CONSUMO DO CRIADOR.”

                               Eu era um apaixonado pelo coleirinho. O meu amigo Paulinho, servidor da Prefeitura de Patos de Minas, MG, sempre me dizia: “Omir, você é um cara caprichoso e gosta de coisas boas, passa a mexer com o curió, que vai dar certo”.

                               Um dito dia, no início do ano de 2004, o amigo Neném, de Bauru, veio em Patos de Minas trazendo alguns curiós para negócio. Ele, o Paulinho e o Valmério chamaram-me para ir a Vazante e Guarda-Mor, onde ocorreriam as trocas das aves que havia trazido.

                               Em Vazante e Guarda-Mor o Neném fez seus negócios, repassando todos os curiós, à exceção de uma fêmea, que sobrou porque era feia e ninguém quis. Voltando para Patos de Minas, o Neném me olhou e falou: “Omir, não vou levar a fêmea de volta. Estou doando a você. Se quiser ficar com ela fique, se não quiser ela é sua.”  Ela era do criatório do Juvêncio. Eu lhe dei o nome de MIL TRISNETA, devido aos antecedentes dela. A anilha JPD 103 2003 2.6 041.

                               Passado pouco tempo, o Neném voltou a Patos de Minas com curiós e me passou um macho em troca de um sabiá e de um bicudo. À época ele me facultou a liberdade de trocá-lo por outro se eu não gostasse dele. Assim aconteceu: entrou em forma, cantou e eu não agradei.

                               Fui, então, a um torneio em Pirassununga para levar um coleiro e, aproveitando a viagem, resolvi ir a Bauru, na casa do Neném. Reclamei do curió e lhe pedi a troca prometida. O Neném assim me disse: “Omir, eu adoeci, estou passando uma fase difícil, então só tenho este curió pintado, que o Juvêncio me deu. É curió fim de safra dele. Se te servir, pode levar. Eu aceitei a troca e reiniciamos a viagem em destino ao torneio, levando o curió pintado.

                               Em Pirassununga, durante o torneio, pus o curió numa árvore perto da loja de sementes do amigo Marcão, de Ribeirão Preto. Eu estava na roda de coleiros, quando o filho do Marcão me chamou para ir ver o curió. Fui para o local e, para meu espanto, quando lá cheguei, estava cheio de gente olhando o curió pintado cantar. Ele viu uma fêmea de bicudo e, ali mesmo, na árvore, abriu forma repetindo muito. Muitas pessoas que ali passaram propuseram negócio, mas eu não quis passá-lo.

                               Voltei para Patos de Minas com ele e lhe dei o nome de GOIANINHO, devido ao pai dele. A anilha do Goianinho era JPD 103 2002 2.6 062. Só tinha os dois. Passados os meses os dois se acasalaram. Ele era pintado, com poucas pintas de preto. Eu não tinha gaiola de choca, apenas gaiolas redondas. Assim mesmo, a fêmea pediu gala, eu deixei o espaçador aberto e eles cruzaram. A fêmea botou e foi chocar. Na sua primeira ninhada, quando nasceram os filhotes, a MIL os abandonou e não chegou mais perto do ninho. Os filhotes morreram.   

                               Após alguns dias, a MIL pediu gala novamente e cruzaram. Ela iniciou a choca em 13.12.2004, com postura de três ovos. No dia 26.12.2004, nasceram os três filhotes. Desta vez, ela tratou maravilhosamente. Os filhotes foram anilhados com as anilhas: 029211, 029212 e 029213. Mandei fazer sexagem que, com enorme surpresa, resultou em três machos. Assim, nasceu o curió Dragão, na rua Vereador Zé Mota, 349, bairro Guanabara 2, em Patos de Minas, Minas Gerais, no meu criadouro.

                               Em 27.02.2005 recebi em minha casa os amigos de Araxá. Naquela oportunidade passei para o Wivaldo José os filhotes da MIL e do GOIANINHO de anilhas 029211 e 029213, que mais tarde foram chamados, respectivamente, de PLUTÃO e DRAGÃO. Na casa do Wivaldo, o PLUTÃO logo se destacou, cantando clássico com repetição. O DRAGÃO ficou longos nove meses calado, sem cantar nada. O Wivaldo chegou a combinar uma viagem de Araxá a Patos com o Belchior, num domingo próximo, para me devolvê-lo. Achava que era fêmea. No meio daquela semana em que combinaram a viagem, à tardezinha, ele escutou um curió cantando e pensou que o som havia aumentado o volume. Aí deparou com o curió DRAGÃO, anilha 029213, cantando clássico e repetindo muito. Numa época de raridade do canto clássico, nos finais de tarde, passarinheiros faziam fila na casa do Wivaldo para ouvir o curió DRAGÃO cantar.

                               O irmão de ninho dos curiós DRAGÃO e PLUTÃO, anilha 029212, foi passado em trocas ao Aguinaldo de Guarda-Mor. O Wivaldo passou o Dragão para o Aguinaldo e o Aguinaldo o passou para o Lua. O Lua o passou para o João Ferraciolli. Nas mãos do João Ferraciolli o curió DRAGÃO foi sagrado CAMPEÃO do torneio dos campeões em 2007, na modalidade canto clássico com repetição, e vice-campeão brasileiro em 2008 também na mesma modalidade. É um grande raçador nacional, que originou muitos filhos bons. Hoje é conhecido por todo o país.

                                Para firmar no conhecimento de todos e deixar registrada a verdadeira história do curió DRAGÃO, quero destacar que os pais dele e de seus irmãos vieram para as minhas mãos sem eu querer ou pretender, como que por destino.

Abraço a todos,

Patos de Minas, MG

OMIR ASSIS DOS REIS

 


 
 
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